segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

De volta...

Fiquei novamente um tempo sem postar mas fazer o que, assim são as férias, nada mais que tempo sobrando para ser ou não aproveitado(kkk). Bem, brincadeiras a parte estou para começar a trabalhar, o q é uma boa notícia, começar a ganhar o próprio dinheiro e com ele poder melhorar fundamentos básicos, sejam eles gramaticais, de sintaxe, enfim, toda e qualquer melhoria que venha a ser significativa a minha forma de escrever e que sejam adquiridos através de cursos ou algo do gênero. Creio também que se não começar a trabalhar essa semana estarei fora de floripa de quinta a domingo, irei para Criciúma rever uns amigos e resolver pendências pessoais, ou seja, pode ser que eu venha ou não a postar nesses dias, mas em caso de não já estou a me justificar aqui. Sendo direto agora, hoje postarei 2 poemas de minha autoria, um que se trata de uma homagem, tributo a muitos bons amigos que tive ou ainda tenho em vida e que através desse blog faço questão de homenagiá-los. Se trata de uma homenagem simples mas, sei que as vezes são as mais simples que são capazes de estar a altura de quem se homenageia.  A segunda espero que vocês mesmos descubram e interpretem da maneira que quiserem, eu tive a minha ao escrevê-la e não quero influenciar na opinião alheia, pois a minha intenção é que possa ela ter relevância nas vida de cada um de vocês, mas isso so se atinge, adquire sozinho, acreditem. E a música dessa vez é uma de uma banda a qual tenho muito apreço, sem dúvida umas das melhores do mundo, que já marcou muito a minha vida e essa música, wind of change, sem dúvida marcou, lembro-me de incontaves noites ao lado de bons amigos, tomando uma boa cerveja e andando pela rua ou jogando uma sinuca. É uma letra que fala de esperança, de sonhos e creio eu que são 2 coisas que faltam e muito no mundo caótico atual e que espero um dia, serem abundantes em nossas vidas mais do que agora:

Wind Of Change

Scorpions
 
 
I follow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change

 
The world is closing in
Did you ever think?
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change

 
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away (Dream away)
In the wind of change

 
Walking down the street
Distant memories
Are buried in the past forever

 
I follow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change

 
Take (take) me to the magic of the moment
On a glory (glory) night
Where the children of tomorrow share their dreams (Share their dreams)
With you and me (You and me)

 
Take (take) me to the magic of the moment
On a glory (glory) night
Where the children of tomorrow dream away (Dream away)
In the wind of change (Wind of change)

 
The wind of change blows straight
Into the face of time
Like a storm wind that will ring
The freedom bell for peace of mind
Let your balalaika sing
What my guitar wants to say

 
Take (take) me to the magic of the moment
On a glory (glory) night
Where the children of tomorrow share their dreams (Share their dreams)
With you and me (You and me)

 
Take (take) me to the magic of the moment
On a glory (glory) night
Where the children of tomorrow dream away (Dream away)
In the wind of change (Wind of change)



Nunca em vão

Muito já se passou, mas sei realmente que ficou...
Entre o tempo, à distância e a amizade encontramos os caminhos da eternidade.
Confesso que apesar de nada termos planejado, no final dera certo
e que haverá sempre uma lembrança para me desgarrar da realidade!
E hoje eu direi por quê...


Comigo estavas em ruas desertas a saborear a mais nobre ou a pior bebida...
Ao meu lado esteve quando ao perder amores, eu chorei.
Sempre que eu escutar a nossa musica, lembrarei daqueles dias frios...
E que no fim das contas para mim serão os melhores verões!
Somente a nós será dada a honra de entender tanto sentimento em tantas letras, músicas...
Varias foram as vezes em que me visitares com a amizade de sempre,
com o riso, a fidelidade e a camaradagem costumeira.
Ate a minha família fizestes questão de compartilhar,
por ser o mais sincero amigo, nunca para somente agradar!
Ao meu lado força estava a dar quando muitas eram as tempestades...
Não importa quantos fossem os carnavais, reveillons ou natais,
sei que sempre pude contar com a embriaguez dos nossos dias de pouca lucidez!
Nunca fostes contra o meu coração, ao contrário, apoiou sempre as escolhas dele.
Seja com longas conversas ou com o cuidado sempre presente de um irmão.
Aliás, como eram boas as conversas...
Em botequins, esquinas, praças, apartamentos, casas, não importa o lugar!
Apenas as mesmas causas que discutíamos, um mundo a mudar.
Sei que o mundo se transforma com muita rapidez...
Porém, seguíamos sempre em frente rumo a insensatez!
Sabendo o valor que têm nas coisas simples...
E que dos clamores da vida seremos sempre reféns.
Embora eu saiba que a distancia e o tempo são implacáveis, muros erguidos contra nossa vontade!
Jamais quero que morra o que vivemos, viveremos ou podemos viver...
Quero com sua companhia sempre contar e um novo eu descobrir,
um saber conhecer, uma nova forma de viver e conhecer.
Nunca me esquecerei dos invernos, primaveras, outonos e verões...
Dos bares, ruas, mercados, andares...
Enfim, quão forem infinitos os lugares.
Não importa as diferenças, intrigas, lamúrias ou desavenças...
Os amores ganhos ou perdidos...
As lágrimas ou sorrisos...
A vida ou a morte em sua eterna cobrança pelo fisco.
Terei sempre um lembrete em mente...
Que seja como for, presente ou ausente,
terei sempre um amigo a contar!


Pedruba Guedes



Verdade


Persigo em vida o que sinto.
Das dores, me faço sempre ciente...
Aprendendo, sagaz como o melhor discente!
Sabedor da vida, sucinto.


Dos nervos de um dia, da raiva de um não,
trazendo uma mistura de dor com desilusão...
E por vezes nos abdica do juízo e sinceridade.
Mas trazem consigo sempre uma nova verdade!


Verdade crua sem saudade...
Verdade dita, por hora, pela metade...
Verdade que nos furta com lascívia...
Verdade crua a quem fascina...
Verdade escrita com sangue...
Que rompe trincheiras com um tanque!


Aliás, seria fácil derrubar toda e qualquer trincheira...
Porém, seria um mundo descartável, uma lixeira!
Pois é sabido que devemos enterrá-las ou impedi-las,
para que se possam dormir noites mais tranqüilas.


Pedruba Guedes

domingo, 23 de janeiro de 2011

Passei um bom tempo sem postar, mas agora volto com poesias novas para vocês e com o mesmo faro musical de sempre. Hoje falarei pouco. A música a ser postada hoje é do Matanza, um banda de rock já respeitada e reconhecida no cenário do rock nacional, o nome da música é Eu não gosto de ninguém, imagino que muitos assim como eu irão se identificar com a letra, todos nós temos e estamos cercados de pessoas que esperam o que não somos ou querem que sejamos o que elas entendem como certo. Porém é necessário sermos quem realmente somos, inabaláveis frente a opinião alheia e firmes em vida, que apesar das desgraças e dos problemas que se tenha em vida, nunca deixe de ser quem você é, faça o que te deixa feliz, siga os seus sonhos e não de ouvidos a vozes que não possuem moral ou decência para ter o direito de te criticar, que dirá de lhe dirigir a palavra, entretanto sigam com atenção e seriedade aqueles que te criticam quando o fazem com razão. Espero que curtam as minhas poesias com a mesma auto estima que tive ao escreve-las.




Eu não gosto de ninguém
Matanza


Não me faça nenhum favor
Não espere nada de mim
Não me fale seja o que for
Sinto muito que seja assim
Como se fizesse diferença
O que você acha ruim
Como se eu tivesse prometido
Alguma coisa pra você
Eu nunca disse que faria o que é direito
Não se conserta o que já nasce com defeito
Não tem jeito
Não há nada a se fazer
Mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva
Mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor
Nada sairia do lugar que já estava
Não seria nada diferente do que sou
Não quero que me veja
Não quero que me chame
Não quero que me diga
Não quero que reclame
Eu espero que você entenda bem
Eu não gosto de ninguém





Sigo

Sigo firme entre os que querem me derrubar...
Podem eles muito insistir, tentar...
Mas em nada podem me atingir.
Pois sou como um pássaro livre, eterno a voar!
A bater asas rumo ao próprio sonho,
sem jamais precisar que fugir.


Tolos são aqueles que pensam que o presente me derruba...
Que o passado me angustia...
E que o futuro me aprisiona...
Sejam quais forem as provações, os tufões,
sairei solenemente delas mais forte.
Seguidor poético da minha própria sorte!


Que venham, com quantas pedras forem!
Ergam muros para não se transporem!
Me comparem ao pior exemplo!
Que incendem meu nobre templo!
Mas saibam, permanecerei sempre aqui firme...
Pronto para o próximo, seja quem for que afirme.
Pedruba Guedes





Acores

Tenho por você eterno apreço.
Apesar de não haver mais sol, nem começo...
Nada mais há, somente o sentimento,
de amor e carícias sem tempo.


Te amarei por toda uma vida!
Mesmo que não estejas mais na minha,
não implica em posse, se ter ou perder!
Tão somente apenas, em um passado e um futuro um dia, juntos a crer...


Que dure e que seja eterno o que eu sinto.
Mesmo que a sua presença eu apenas pressinta,
serás sempre parte das minhas alegrias e dores, você sabe, eu não minto.


Haverão outros amores, clamores e dores...
Mas sei, que apesar da vida ser sucinta,
serás a única para mim, Dará a minha vida cores!


Pedruba Guedes

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É hj que irei gastar...

Todas as minhas rimas! Sim, na poesia de hoje todos verão que gastei todas as minhas rimas e abri espaço para mais um estilo poético meu, algo mais ligado ao abstrato, espero que curtam, apesar das muitas rimas, todas estão de alguma forma interligadas e por isso a poesia toma assim forma, corpo e busca vida própria, além dos confins da mente de seu próprio criador. Postarei também uma bem antiga, relacionada aos meus tempos de juventude e que é uma poesia mais humorística, irônica, que também é uma das minhas formas de trabalhar e encarar poesia, mesmo porque tudo que remeta ao riso, mesmo que seja a mais ordiária das formas, é válida se eu conseguri reverter através disso um rosto descontente. E bem, como tenho costumado postar também obras musicais diversas, hoje irei postar um samba de um grande amigo meu aqui da ilha, o sujeito é bom no negócio e espero que vocês curtam da mesma forma que eu curti, fica aqui minha homenagem e meus sinceros agradecimentos pela cessão dele para que eu postasse a obra. Esse cara ainda vai longe, ainda verão eu escritor e ele sambista de sucesso, tocando em todas as rádios ao invés das merdas que têm sido veinculadas nas rádios atualmente. Enfim, sucesso a ele e vamos lá:




Desandou



andei sumido, calado
fui garçom, e até que eu era bom
me demitiram, coração da rua, aí vadiei
caí de bêbado e virou dia-a-dia

me embriago fácil,
com duas ou tres doses de amor
pronto pra noite, pronto pro abate
mas agora o resto me é um luxo
*

dormo na calçada, e no meio do lixo
não tenho mais nada, sinto fome
juízo eu nunca tive, por isso não perderia
gastei tudo em jogatina, bebida e putaria

e as putas agora se negam
fodi-me, e nunca mais usei minhas bolas
sem emprego, casa, amigos, grana.
eternamente barrado na casa das senhoras.

Augusto Bon Vivant




Maço

Em poesias, da vida muito faço...
Como se tudo num instante estivesse junto em um laço.
Como se cada novo amigo fosse um cadarço!
E tão logo, imenso faço um laço.


Cada cadarço uma vida, e dela da-se um traço!
Que ao achar um novo amor, deseja um inesquecível amasso...
Amasso estendido, desejado, que se acumula em um maço!
E assim novamente, vejo-me em um traço.


Todos somos um, formamos um mesmo maço,
Tal como sonhos inquebráveis, feitos de aço!
E seremos sempre simplórios guerreiros a dividir o mesmo espaço.


Creio em nossa virilidade, que jamais se quedará a um andaço!
Acredito na sua presente companhia amigaço...
E juro, orgulho terei sempre, de estarmos no mesmo maço!


Pedruba Guedes



Jaraguá, foi-se um bar

A noite é pouca, assim como meus reais
Porem encontro em cada esquina um amigo
A com ele vou a cada bar, o mais nobre abrigo
Onde sacio minha sede, com doses e doses de álcool letais
Vinde a mim o copo cheio, e que quando este esvaziar
Não ficarei somente ele a admirar
Irei com gosto e gana ele amparar, pois com amigos estou
E não cedo para o meu lar eu vou
Uma mesa de sinuca, putas pobres e uma simples jukebox
Para quem se lembrar, mais a noite nela toco P.O.BOX
Tem músicas para todos os gostos, do rock a um pagodinho
Tem ate aquela da banda do filho do Zico, Só no sapatinho
Eis que em meio a tanta musica, sinuca e gente
Uma das putas numa mesa olha para mim, mesmo cheia de pretendentes
Esfregando sua língua entre seus lábios e mordendo de leve um dos lábios com os dentes
Porém mesmo com seus truques de sedução ela não vai me conseguir
Pois meu dinheiro é curto, e somente posso mais umas cervejas e uma vodka pedir
O homem mais rico do bar pede sempre um bom vinho, coxas de frango e fichas
Fichas para a sinuca e a jukebox, porém ele toca de tudo, ele não quer rixas
As putas a ele desejam e os bêbados o respeitam
Mas indiscutivelmente ele é a figura do bar, isso todos aceitam
Para lá, uma ex eu já levei, o lugar ela não aprovou
Diz que não é lugar de gente, que lá cachaça até o diabo matou
Entretanto uma amiga dela do lugar gostou
Entretanto, nunca mais a esse buteco regressou
Ponto final de minhas festas e encontros entre amigos, ficantes e namoradas
Que terminavam sempre sob manhas ensolaradas
Um dia entre amigos e namorada, um maloqueiro muita cerveja a nós pagou
Ele queria apenas alguém para conversar, desabar, sua vida nos contou
Porem mesmo cedo ele se mandou
Foi se embora assim como chegou
Já reparei seios inoportunos grandes, e disse a sua dona
Que parecia como os das alunas do Michel, que era lugar de peitudona
Tantos foram os vinhos, conhaques, vodkas e cervejas
Lembro-me como era calmo, nunca haviam pelejas
Um dia, um aniversário na rua foi-se comemorar, e no Jaraguá ele foi terminar
Jogaram todos com o dono do bar, e de lá saímos só quando o sol veio a raiar
Logo após, numa nobre praça foram todos, inclusive eu, a de sono desmaiar
E eis quem eu vejo, na praça a chegar
Meu caro pai, num automóvel vinho a querer me levar embora
Disse eu, abraçado numa Natasha, quem ainda não era hora
Que ainda tinha muito que conversar
Meu pai assim se foi, mas em breve retornou com o mesmo pedido
Louco eu foi eu de 10 pila a ele pedir, esperando ser atendido
Fui embora para casa triste, chateado
Sem ter da ultima vaca participado
Um dia, tomávamos uma garrafa de vodka que não era do bar
O dono ameaçou fora jogar
E desde aquele dia não regressei a tão escroto buteco
Quem sabe um dia, num dia desvairado, lá faço um repeteco
Em nome dos dias em que cheiravam a álcool, galinha e mulher
E também saber que hoje em dia, é um lugar que ninguém mais quer.


Pedruba Guedes



domingo, 9 de janeiro de 2011

Mais um que seja...

Fiquei devendo conteúdo novo no blog, poré, agora, ou melhor, hoje postarei 2 vezes para compensar minha breve ausência. Meio que me ausentei para resolver algumas pendências, desenvolver melhor e mergulhar mais de cabeça em minhas idéias e me concentrar melhor para conseguir meu objetivo principal no ano como escritor, que é um lançamento futuro de um livro. Neste post darei continuidade a saciar a minha vontade em corpartilhar com vocês meu gosto musical, espero que curtam, escolho as músicas meio que em sintonia com meus escritos em cada post, e acredito que neste não será diferente. Pois então, a música dessa vez é Giz, do Legião Urbana, obra essa que por diversas vezes Renato Russo disse ser sua favorita, por remeter a sua própria infância e a saudosismos do passado, creio ser esse um desejo sempre vivo em nós, de saudar e lembrar com alegria do passado e sempre que puder homenagia-lo, seja recordando com alegria o que passou, ligando para algum amigo que participou delas e rir de tudo isso, escrevendo ou compondo algo a respeito ou enfim, seja de que maneira for, seja a mais intíma ou mais popular, pública ou particular, ortodoxa ou exótica, o importante é nunca se esquecer que ser saudosista com o passado, é ter certeza de quem realmente és e que tudo o que foi vivido, sempre fará parte de você, que jamais se dissociará de você, ninguém nessa vida será capaz de te roubar ou comprar suas lembranças, portanto guarde-as com respeito e honra e compartilhe com seus verdadeiros amigos, somente eles entenderam o real sentimento delas e serão capazes de viver coisas parecidas contigo. As poesias desse post falam justamente das boas saudades da vida, de como é bom lembra-las, tenho certeza que muitos amigos/as e antigos amores verão e saberão do que se trata e poderão se emocionar e curtir tanto quanto eu ao esrever tais obras:


Giz - Legião Urbana

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem... (2x)
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
(Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)

Feliz idade

Procuro pelos rostos imberbes
Daqueles que um dia o tempo me ajudou a encontrar
Eu sei, não diga-me, o que eu deva esperar
Quando o primeiro gole insone tu bebes


Farei o impossível em busca do riso apaixonado.
Para que eu sempre possa estar ao seu lado!
Rir da vida e ir em busca de um pobre poeta...
Que irá seja que dia for, falará de sentimentos como um sábio profeta!


Profetas, esses jamais serão donos absolutos da verdade!
Somente indicarão um caminho seu para a felicidade.
Aliás que significado devo dar a felicidade?!
Senão um eterno compromisso com a saudade!


Saudosismo que embala qualquer jovem coração,
que busca em cada dia nova inspiração.
Rumos, escolhas em vida a seguir...
Sejam quais forem os amores ou amigos que por vir.


Muitas são as menções que faço a saudade, felicidade.
Entretanto, nenhuma dirá com total certeza...
Seja qual for minha intenção com clareza,
que ambas, assim como meu coração.
Ficarão eternamente para a posteridade.


Pedruba Guedes


Perdidos, frias e escuros

Muitos são os heróis, desapercebidos serão os seus feitos!
Incalculáveis foram os caminhos que por eles foram aceitos...
Sobriedade, nunca esteve em suas escolhas,
seguidos por seus instintos, ao nascer de cada dia.


Em cada jornada um amor, elo perdido.
Poucas vezes lembrados com lágrimas ou pesar,
pois serão sempre iguais a vitórias em jogos de sinuca...
Consideradas tempo perdido, nunca!


Várias foram as provações por entre noites frias...
Porém lembro-me que estavas sempre ao meu lado e insistias:
-Siga com honra e estima entre amigos, que de frio jamais tombarás!


Por bares escuros a marcha enfim ia passando e insistia!
Seja como estiver a noite, quente ou fria...
Um brinde eterno restará entre meus amigos, sinceros guias!


Pedruba Guedes


Post diferente, mais musical...


Esses dias fui surpreendido com uma grata surpresa, o novo cd do Arnaldo Antunes, ex Titãs, já estava disponível para download, o nome dele é Ao vivo lá em casa, esse foi gravado ao vivo na casa do próprio cantor e conta com várias participações especiais, tais como Jorge Ben, Erasmo Carlos e Edgar Scandura(ex Ira). Confesso que essa é uma das melhores obras musicais que eu tenha ouvido nos últimos tempos, o repertório é muito bom, o instrumental, os vocais, porém não pretendo influenciar ninguém, então desde já sugiro a todos que ouçam tal obra para que em seguida cada um possa ter uma opinião mais formada em relação ao assunto. Esta música que estarei postando é uma das presentes no dito cd, creio eu que seja uma das mais lindas q eu ja vi, a letra é se transforma continuamente numa grande declaração de amor para qualquer pessoa amada, sejam cônjuges, namorados/as, amigos/as e familiares, vale a pena curtir e se emocionar... E como de costume postarei também mais uma obra minha, pretendo estabelecer linhas de trabalho e creio que a que desenvolverei hoje será umas das que receberão um enfoque mais pessoal e profundo, desde já espero que todos possamos compartilhar do mesmo sentimento:


A casa é sua - Arnaldo Antunes

Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio


Despir


Vista-se como queres!
E coloque a roupa que lhe agrada...
Sem jamais importar-se com o preconceito daquelas falsas mulheres
ou dos homens que nunca lhe derão nada.


Esconder-se por trás do que vestes,
não te faz único, nem tao pouco vencedor.
Somente mostrará o quanto és inferior!
Ansiando em agradar aqueles que em vida nada lhe destes.


A pele que lhe cabe será eterna companheira...
Te acompanhará no mundo, como uma criança arteira!
Que com o simples se satisfaz,
sem esquecer-cer jamais de em vida ser sagaz!


Livre-a da sujeira mundana que porventura nela estar,
pois límpida contigo voô poderá alçar...
Desbravando um mundo velho e conservador,
seguindo o que acredita sempre com amor.
Indepentendemente da dor!


Pedruba Guedes

sábado, 1 de janeiro de 2011

E assim foi...

Mais um ano novo alucinado, vagueando pelas ruas e perdido. O ano novo no final das contas foi bem promissor, eu estava com bons amigos e amigas, que sao pessoas incríveis, sem dúvida a companhia delas foi um presente de natal atrasado para mim. Gringo e a gringa(Laura), são um casal do qual tenho muito apreço, sao gente fina, amigos e leais, conheço eles de longa data e espero que estejamos juntos em várias andanças dessa vida afora, gringo mesmo grande amigo de tempos, muitas foram as coisas pelas quais já passamos e so posso dizer que estar ao lado de um amigo de guerra dos velhos tempos é uma honra da qual poucos tem nessa vida. Uba, primeiro parceiro que tive em floripa, quis o destino que a amizade começasse antes das aulas e espero que continue a duras muitos anos, que permanece após a facu, apesar das nossas diferenças conseguimos superar tudo com a boa e recnte amizade. Samanta e Bianca, bem, o que dizer de duas mulheres lindas e simpáticas e que adentraram minha vida no ano novo?! Sorte talvez?! Espero que seja mais do que sorte,kkkk, foram guerreiras e permaneceram ate o final e mostraram que têm fibra. Samanta conheço há um tempo e sempre a admirei, ela é o tipo de mulher que apesar de ter uma beleza singular, você não irá parar somente nela, mas sim irá conhece-la, querer partilhar um pouco do seu mundo e ver o quão inteligente e especial ela é.Já sua amiga, Bianca, após os eventos de ontem, entrou para o hall das mulheres mais interessantes que eu ja conheci, ela possui olhos com uma vivacidade que não serão poucas palavras que darão significado a sua real beleza.Mas bem, elogios a parte, depois de me perder do grupo, quase fui assaltado, para não ser assaltado de vez dei um mini soco na cara do meliante e sai em disparada, digna de um campeão da São Silvestre, aliás depois de ontem creio e quem sabe, serei capaz de vence-la,kkkk.
Após a debandada e com o ladrão ja vencido pelo tempo e cansaço tropecei num paralelepído e agora colho dolorosas marcas em diversas partes do corpo, que por si so contam a história da empreitada! Meu ano novo acabou oficialmente as 7:40 da manhã, a rua toda estava alucinada, gente deitada no chão, gente brigando, gente rindo, chorando, roubada, enfim, emoções dignas de um final de ano novo, para momentos assim tem se uma música, Todo carnaval tem seu fim, do Los Hermanos, ta aí uma música que retrata perfeitamente finais loucos de festas. Hoje postarei uma poesia mais introspectiva, a inspiração usada para ser feita foi meu quase assalto, momento esse em que se misturaram o medo, adrenalina, enfim, um misto de sentimentos dos quais há dificuldade em externar com maior clareza. Ela é uma poesia que puxa mais um lado melancólico de cada um e que precisa ser exposto, escancarado, mesmo porque o mundo nunca foi ou será perfeito, cada qual possui angústicas, traumas, sofrimentos de maneira geral e que se a humanidade tivesse prazer e consideração para dividi-las, concerteza seríamos pessoas muito melhores e muitas barabaríes atuais não seriam ingnoradas:



Veneno

Revelam-se os profetas!
Poucas são as palavras, muitos os intentos...
Eis que dia a dia um sincero repúdio me consome!
E uma nota deixarei sem citar meu nome.


Sinto que apenas o ar que se respira não me satisfaz.
Que as roupas que me vestem, nunca farão de mim o melhor rapaz!
Que não importa quão frio esteja ou quantas gotas de chuva cair...
Sempre estarei internamente a ruir!


A destruir um eu que não mais reconheço,
e que muito pouco tenho de apreço.
Pois sei que cada escolha tem seu preço...
E o raiar de um novo dia sempre revelará um novo berço!


Dor?! Não sinto mais dor!
Reconheço apenas um ínfimo clamor...
De um eu que já perdeu por completo qualquer valor,
e que já se desapegou de qualquer novo ou antigo amor!


Nada em vida irá me satisfazer.
Enquanto meu coração pouco tiver a me dizer...
A mente que por hora desliga.
Estará permanentemente em intriga!


Cochichos, sussurros e murmúrios que movem um mundo insano.
Que estará permanentemente mundano.
Cercado de vícios, calores e dores...
Daqueles apesar de notar que falta água seu jardim,
jamais regarão suas flores!


Pedruba Guedes

domingo, 26 de dezembro de 2010

E se aproxima...

O fim de ano. Faltam poucos dias para que 2011 já se inicie e com ele um mundo de possibilidades. Hoje, típico dia ensolarado em Floripa e perfeito para que se possa passar o dia entre a família e/ou os amigos, e para aqueles que gostam de escrever, perfeito para se inspirar e botar a criatividade para fora e a mente em dia com o coração. Logo em breve estarei postando também textos de crítica ou apenas de simples opiniões e divagações minhas, porém por enquanto irei continuar com as poesias e até o dia 31 creio que escreverei mais umas 2 ou 3 vezes no blog, portanto, terá conteúdo novo no blog até o ano novo. Prometo desde já também na postagem de ano novo escrever além das corrigueiras poesias, um texto que defina bem o que penso, espero de 2011 e será uma boa oportunidade de agradecer aos amigos, familiares, enfim, as pessoas que sempre me apoiaram  e/ou tenho apreço nessa vida. Publicarei logo em seguida duas poesias minhas, a primeira mais antiga e a segunda mais nova, espero que curtam, a intenção é a de sempre progredir e aprender tanto com os elogios quanto com as crítícas:



Desfeito

Não quero, não mais desejo!
Seus braços, abraços, hoje formam um laço imperfeito.
Não mais me corrija, não faço mais parte de seus erros!
Tuas palavras são para mim mero escárnio!
Teus beijos, lábios que não mais me apetecem,
E se for para ver os teus olhos, que eu veja no lugar o escarro!
Do que um dia foi o nosso amor, que hoje se resume apenas a dor...
Dor vivida, sentida, ungida a cada nascer de sol que me trazer um pedaço de você
E que se a cada pôr do sol eu me lembrar dos porquês!
Que eu jamais sinta pena de mim, mas sim de você!
Pois dormirás sempre em sua cama um pobre vagabundo,
Que jamais sentirá pena do mundo...
Que um dia para mim já levou o seu nome.
E que agora, adormece em silêncio profundo...
Talvez um dia ele grite? Berre? Se desespere?
Procurando novamente este que até ontem para ti era eterna chama
E morada segura de seus mais tórridos insólitos sonhos?!
Não acredito e nem creio em milagres
E tenhas certeza, se partires, fostes tardes
E se mesmo assim teus lábios quiserem um dia voltar
Não terão mais os meus para se afogar
E estarás você eternamente a se perguntar...
Se um dia eu fui apenas seu
Quando em outros braços eu estiver!

                                                          Pedruba Guedes



Sabes

Conheça os teus rumos, caminhos.
Sabes que apesar dos desfechos das tuas escolhas...
Elas não resultaram em meros erros!
Por isso não faça delas duradouros enterros.
Pois a verdade é que sempre serão vitórias!
Escolher um caminho e ir até o final, até últimas conseqüências,
mostra o quanto lutastes e fores determinado a lutar por elas!
E que não importassem quantas fossem, pelo caminho, as mazelas...
Você acreditaria, mesmo que após um final inglório,
seguiria seu coração e veria com bons olhos.
Que fostes humilde e simplório!
Que quando se acredita, afasta-se o medo do perder...
E segue-se rumo ao infinito sabendo vencer!
Jamais desistas de amar a escolha que fizestes,
pois elas dirão, no fim das contas, o valor de suas vestes!
Tenha, fundo no peito, uma paixão incólume.
E peça a ela força para as angústias afastar,
E que sempre zele para que em paz possas estar.

Pedruba Guedes